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avança em outras fatias do mercado
13/05/2010


Com dois lançamentos, a montadora italiana dá mais um passo para chegar a produzir caminhões em todas as categorias no Brasil.

No sexto lançamento do ano, o presidente da Iveco disse, com seu já familiar sotaque italiano, que mesmo havendo uma redução nas vendas de caminhões a Iveco vai manter a estratégia de ampliar sua participação de mercado.

Com esse objetivo, a empresa apresentou duas novas armas para ingressar em importantes nichos: o off-road Trakker, lançado em outubro, e o semipesado Tector, no início de dezembro. Este, um lançamento em grande estilo com mais de mil convidados no navio Grand Mistral, no litoral do Rio de Janeiro.

A promessa da montadora mineira é, até 2010, ter uma gama completa de caminhões, adequados não só ao Brasil, mas a toda a América do Sul. “Estamos falando das altitudes andinas, das planícies argentinas, do deserto do Chile e das severas condições das rodovias brasileiras”, disse o diretor de Desenvolvimento de Produto da Iveco Latin America, no lançamento do Tector, um semipesado para o segmento entre 16 e 26 toneladas de PBT, que fica dentro de uma classe que até outubro vendeu mais de 34 mil unidades.

A versatilidade do Tector aparece no número que traduz seu rendimento energético, de 84 t.km/l. Isto a partir do consumo médio de 3,5 km/l, numa pista dupla como a Fernão Dias. Estamos falando de 6x2 rodoviários, com 15 t líquidas. Daí todos os fabricantes nacionais dispensarem muita atenção ao segmento.

Nas versões curta e leito, a cabine apresenta um visual europeu. Com grandes defletores laterais, para impedir respingos de lama nas portas e escadas, o conjunto adota retrovisores funcionais, além de novo pára-sol e conjunto ótico.

A boléia do Tector oferece painel de instrumentos similar ao do Stralis (não é o mesmo da Europa), no qual o computador de bordo aloja o piloto automático, enquanto o volante tem regulagem de altura e inclinação. O banco do motorista dispõe de suspensão pneumática de série, assim como a própria cabine apóia-se em molas helicoidais suportadas por amortecedores. Na versão leito, a cama tem boas medidas: 1,90 m por 0,62 m.

A Iveco calibrou o motor do Tector para 250 cv a 2.700 rpm, aproveitando bem os seus 5,88 l de cilindrada, distribuída em seis cilindros. O torque máximo é de 950 Nm entre 1.200 e 2.100 rpm. Embora não seja líder no quesito, o Tector fica no abre-alas. A Iveco diz que a unidade de força já está sendo fabricada em Sete Lagoas e tem grande influência no índice de nacionalização do Tector, “superior a 65%”. O novo cargueiro mineiro queima combustível segundo a pauta da Euro 3, alcançada com a injeção tipo common rail. Não lhe falta ainda o freio-motor clássico, com três tipos de acionamento: automático (ao tirar o pé do acelerador), atuado pela folga do pedal de freio ou através de botão no assoalho, ao lado do pedal da embreagem.

O novo Iveco tem três opções de câmbio: o Eaton FS-6306B, de seis marchas sincronizadas, que se articula com o eixo traseiro de dupla velocidade, permitindo reduções na quarta e na quinta marchas, o que não ocorre com todos os congêneres; a ZF 9S1110, de nove steps, para um 6x2 mais impetuoso; e a Eaton FTS 16108LL, de 10 velocidades. De acordo com a montadora, esta é a única caixa sincronizada na sua categoria – um enriquecimento sob medida para a versão 6x4. O objetivo é superar a resistência dos motoristas diante do câmbio ‘seco’, num mercado conhecido pela carência de mão-de-obra mais bem preparada.

Para uma aplicação menos comum, o Tector pode vir na configuração de cavalo-mecânico 4x2, uma novidade neste segmento no Brasil, mas muito usada na topografia plana da Argentina.

A Iveco ainda não divulgou os preços do Tector, mas eles ficarão na faixa do VW Constellation 24.250, atual líder do segmento, que estava sendo oferecido, no início de dezembro, a R$ 187.200, com cabine estendida, e R$ 195.200 na versão leito. Os novos veículos devem chegar às concessionárias em fevereiro.

TRAKKER - Com o slogan “off and road”, em outubro a Iveco apresentou o Trakker desenvolvido para aplicações fora-de-estrada como transporte de cana-de-açúcar, madeira e minério.

As vendas começam em janeiro com direito a Finame, já que o novo modelo, até agora feito apenas na Argentina, passa a ser fabricado também em Sete Lagoas, com mais de 70% de componentes nacionais.
Embora na Europa exista Trakker 8x4 com até 500 cv de potência, por aqui ele é um 6x4 com motor Iveco Cursor 13 – o mesmo do Stralis – e potência de 380 ou 420 cv, em duas configurações de plataforma e uma para cavalo-mecânico. A explicação da montadora é que a configuração 6x4 representa hoje 65% do total de caminhões extrapesados off-road e é mais apropriada para o trabalho em canaviais, a aplicação mais comum desse segmento.

Segundo o diretor da Iveco diferentemente de outros caminhões fora-de-estrada que são derivados de versões rodoviárias, com o Iveco Trakker é o contrário: ele é fruto de um projeto específico para atender às exigências das operações off-road, um verdadeiro fora-de-estrada que também atende às características de aplicação rodoviária.

A cabine do novo Iveco Trakker repete as linhas do extrapesado Stralis. A suspensão em tandem, com molas semi-elípticas na dianteira e traseira e amortecedores telescópicos, aumenta o conforto e deixa o conjunto calibrado tanto para a estrada quanto para terrenos difíceis

Fonte: http://www.marolaservice.com.br/truck


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